A Agência Nacional de Vigilância Sanitária Anvisa (Anvisa) aprovou o medicamento Lecanemab, comercializado como Leqembi, para o tratamento do Alzheimer em estágio inicial.
A proposta, publicada no Diário Oficial da União, visa oferecer outras opções para pacientes com doenças mentais e demência, devido à presença de placas beta-amilóides no cérebro.
O lecanemab, desenvolvido pelas empresas farmacêuticas Biogen e Eisai, atua nessas placas associadas à progressão da doença.
Em ensaios clínicos, o lecanemab mostrou uma redução de 27% no comprometimento cognitivo em comparação com o placebo num estudo envolvendo 1.795 participantes com doença de Alzheimer em estágio inicial.
Como o Lecanemab atua no tratamento da doença de Alzheimer?
Lecanemab foi desenvolvido para remover placas beta-amilóides no cérebro, um dos principais fatores associados ao desenvolvimento da doença de Alzheimer.Administrado por via intravenosa, requer monitoramento.
Para determinar a elegibilidade de um paciente, são necessários testes especiais para confirmar a formação de placas amilóides.Isto ocorre porque alguns pacientes, particularmente aqueles com mutações no gene APOE-ε4, apresentam maior risco de efeitos colaterais.
Embora não cure a doença, o medicamento representa um grande avanço na mudança do curso da doença de Alzheimer.Ao contrário de outras opções, que tratam os sintomas, o lecanemabe promete retardar a progressão da doença.
Limitações do uso de lecanimabe
Lecanumab não está aprovado para todos os casos de doença de Alzheimer.
Os pacientes que recebem tratamento devem ser monitorados regularmente com exames de ressonância magnética para detectar efeitos colaterais como encefalopatia ou septicemia.
As restrições são baseadas no risco de anomalias relacionadas à amiloide (ARIA).Pacientes com outras alterações cerebrais ou histórico de sangramento não devem usar o medicamento.
A realização de exames adicionais, como análise do líquido cefalorraquidiano, ajuda a determinar quem pode se beneficiar do tratamento.
Desafios de implementação
Embora a aprovação do lecanemab seja promissora, existem dificuldades na sua implementação generalizada.O custo dos medicamentos e dos testes auxiliares pode limitar o acesso ao tratamento.
Assim, uma triagem rigorosa dos pacientes, além do estabelecimento de protocolos de tratamento decisivos, é essencial para maximizar benefícios e minimizar riscos.
Os próximos passos incluem o desenvolvimento de diretrizes para a administração de lecanemabe no Brasil, necessárias para garantir que os pacientes elegíveis recebam o tratamento de forma eficaz, contribuindo para uma melhor qualidade de vida.
