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No BBB 26 – Ministério Público Federal abriu requerimento para apurar atos de tortura e tratamento degradante

No BBB 26 – Ministério Público Federal abriu requerimento para apurar atos de tortura e tratamento degradante

O estudo tem como foco a dinâmica da “Sala Branca” e episódios de risco à saúde dos participantes durante o reality show. Direitos dos cidadãos Iniciar investigação sobre possíveis práticas de tortura e tratamento angustiante no BBB 26 A pesquisa...

No BBB 26  Ministério Público Federal abriu requerimento para apurar atos de tortura e tratamento degradante

O estudo tem como foco a dinâmica da “Sala Branca” e episódios de risco à saúde dos participantes durante o reality show.

Direitos dos cidadãos

Iniciar investigação sobre possíveis práticas de tortura e tratamento angustiante no BBB 26

A pesquisa tem como foco a dinâmica da “sala branca” e episódios de ameaças à saúde dos participantes durante reality shows

O Ministério Público Federal () determinou a abertura de inquérito civil para apurar possíveis métodos de tortura e tratamento desumano ou degradante no programa Big Brother Brasil 26. A decisão, assinada por Julio Araujo, Procurador Regional Adjunto dos Direitos Civis, baseia-se em declarações que destacam os perigos para a integridade física e mental dos participantes da atual edição do reality show.

O processo segue o relato de um episódio convulsivo vivenciado pelo participante Henri Castelli durante um teste de resistência.O representante da denúncia afirma que as condições impostas pela produção colocaram em risco desnecessário a saúde dos envolvidos, citando exemplos de edições anteriores e casos recentes como o do participante Bren, que foi “proibido” de sair de casa.Segundo o documento, expor indivíduos a situações perigosas para fins de entretenimento pode constituir um insulto direto à dignidade humana.

Um dos principais pontos da investigação é a confusão da “Casa Branca”.A Comissão Especial para Mortes e Exilados Políticos (CEMDP) enviou uma “Carta Aberta” expressando indignação com a situação, dizendo que os métodos utilizados eram semelhantes à tortura usada durante as ditaduras civis e militares do Brasil.

Segundo documentos do CEMDP, um dos participantes desmaiou em janeiro de 2026, depois de passar mais de 100 horas isolado.O relatório detalhou que ele foi forçado a ficar em pé sobre um poste de pequeno diâmetro, uma técnica descrita como semelhante à usada nos regimes ditatoriais latino-americanos para infligir sofrimento.

Em sua argumentação, o Ministério Público enfatizou que a liberdade de produção televisiva não era um ato seguro para violar direitos fundamentais.Como concessionária de serviço público, a emissora deve respeitar a ética e os valores sociais dos indivíduos e das famílias, conforme consagra o artigo 221 da Constituição Federal.

Ele enfatizou que a proibição da tortura e da humilhação é um verdadeiro mandato constitucional que todos os departamentos governamentais devem respeitar.O corpo, para normalizar o sofrimento alheio como forma visual, não se coaduna com os objetivos básicos da República em termos de construção de uma sociedade justa e solidária.

Em resposta anterior encontrada nos autos, a TV Globo disse que oferece acompanhamento médico constante, apoiado por unidade móvel de terapia intensiva e protocolos de encaminhamento hospitalar.Em relação a Henri Castelli, o denunciante disse que o participante recebeu os cuidados necessários e foi encaminhado duas vezes para a secretaria de saúde externa.

Como passo inicial da investigação, a TV Globo teve que fornecer informações detalhadas sobre as perguntas feitas pela Comissão de Mortos e Desaparecidos.

Consultor de mídias sociais

O Ministério Público do Rio de Janeiro

Ligue para o atendimento: (21) 3971-9570

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