Os fones de ouvido Bluetooth voltaram ao centro do debate público nas últimas semanas, depois que um vídeo alertando sobre a possibilidade se tornou viral nas redes sociais
Ouça o título
Os fones de ouvido Bluetooth voltaram ao centro do debate público nas últimas semanas, depois que vídeos alertando sobre possíveis riscos à saúde se tornaram virais nas redes sociais.
Segundo especialistas ouvidos pela imprensa brasileira, os dispositivos Bluetooth emitem radiação não ionizante de baixa energia, muito menos que a produzida pelos celulares.A Organização Mundial da Saúde classifica este tipo de radiação como de baixo risco quando está dentro dos limites estabelecidos pelos órgãos reguladores internacionais.
O que dizem os estudos científicos sobre os fones de ouvido Bluetooth?
Estudos realizados nos últimos anos mostraram que a radiação emitida pelos fones de ouvido Bluetooth é muito inferior aos níveis considerados perigosos.De acordo com um estudo da Comissão Internacional de Proteção contra Radiação Não Ionizante, a potência típica desses dispositivos varia de 1 a 2,5 mW, enquanto os telefones celulares podem atingir até 1.000 mW.
Além disso, a distância entre a fonte de radiação e o corpo humano é um fator determinante para a exposição.Os especialistas desenvolvem fones de ouvido Bluetooth com uma taxa de absorção específica (SAR) muito baixa, o que torna a exposição insignificante em comparação com outros dispositivos eletrônicos do dia a dia.
Compare-o com a tecnologia convencional.
Comparados aos telefones celulares tradicionais, os fones de ouvido sem fio apresentam uma vantagem significativa em termos de radiação.Usar um fone de ouvido Bluetooth para chamadas telefônicas pode reduzir a exposição geral à radiação, afastando o telefone celular da cabeça do usuário, de acordo com pesquisadores de saúde pública.
No entanto, poucos estudos de longo prazo foram conduzidos para avaliar os efeitos cumulativos da exposição contínua a dispositivos sem fio.A comunidade científica internacional mantém monitoramento constante dessas tecnologias, embora ainda não haja evidências de danos à saúde.
Por que o assunto está se tornando viral nas redes sociais
As informações sobre os perigos dos fones de ouvido Bluetooth continuam a se espalhar, em parte devido à crescente preocupação pública com as tecnologias emergentes.Os jornalistas partilham frequentemente relatórios desatualizados e interpretações simplificadas de estudos científicos, o que pode aumentar desnecessariamente a sensibilização dos consumidores.
Além disso, a proliferação de fones de ouvido sem fio nos últimos anos aumentou o interesse público pelo assunto.Milhões de brasileiros usam esses dispositivos todos os dias para trabalho, entretenimento e comunicação, tornando qualquer discussão sobre segurança particularmente relevante.
A posição do corpo diretivo
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabeleceu limites rígidos de emissão de radiação para aparelhos vendidos no Brasil.Todos os fones de ouvido Bluetooth vendidos legalmente no país devem passar por certificações que atendam aos padrões internacionais de segurança.
Da mesma forma, órgãos reguladores como a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA e a Comissão Europeia têm uma opinião semelhante, afirmando que não há evidências científicas suficientes para considerar os fones de ouvido Bluetooth prejudiciais à saúde quando usados de acordo com as instruções do fabricante.
Embora a comunidade científica continue a monitorizar a utilização a longo prazo da tecnologia sem fios, os especialistas recomendam que os consumidores sigam as instruções do fabricante e sejam informados através de fontes fiáveis.Outros estudos epidemiológicos de longo prazo deverão fornecer dados mais conclusivos sobre a segurança destes dispositivos amplamente utilizados nos próximos anos.
Gostou do conteúdo?
Ajude as notícias de Águas Lindas a aparecerem mais para você: adicione-a como fonte favorita no Google e acompanhe nossa publicação no Google Notícias.
