The reporter says the proposal 'contributes to the appreciation of the Brazilian cocoa producer and the national industry';Senadores devolvem texto para análise
Câmara acolhe novas percentagens de cacau em chocolate com nomes ‘amargo’ e ‘semidoce’
O palestrante afirmou que a proposta “favorece a valorização dos produtores brasileiros de cacau e da indústria nacional”;O texto foi devolvido aos senadores para análise
O plenário do Parlamento aprovou nesta terça-feira (17) a proposta, que regulamenta os percentuais mínimos de cacau no café e seus derivados e nas intervenções, as designações “amargo” e “semidoce”.O texto também se refere às informações que devem constar na embalagem do produto.A questão remonta à análise de senadores que trocaram de deputado.
O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB - BA) foi palestrante sobre o assunto.Ele diz que a proposta “ajuda a valorizar o produtor brasileiro de cacau e a indústria do país”.
Afirmou ainda que o projecto, ao pedir aos produtores e importadores que listem o teor de grãos de cacau nos seus produtos, visa “equilibrar a relação com os consumidores, reduzir a assimetria de informação e garantir que os consumidores exerçam plena liberdade de escolha”.
O que muda
Uma das mudanças aprovadas inclui a classificação de “todos os sólidos de cacau”.Podem ser incluídos nesta nomenclatura os produtos que contenham manteiga de cacau e sólidos secos obtidos apenas a partir do processamento de grãos de cacau puros, fermentados, secos e descascados.Segundo o palestrante, essa definição se aproxima do padrão internacional.
O texto também significa que o chocolate é um produto que contém pelo menos 35% de cacau, dos quais pelo menos 18% devem ser manteiga de cacau e 14% devem ser isentos de gordura, sendo todos os outros óleos vegetais limitados a um máximo de 5%.O chocolate ao leite deve conter pelo menos 25% de cacau.
Os deputados rejeitaram a classificação aprovada pelo Senado como “chocolate amargo ou semidoce”.“Isso porque a palavra ‘amargo’ pode se referir a uma experiência sensorial excessivamente forte e levemente adocicada, o que não corresponde ao perfil equilibrado e uniforme dessa concentração de cacau”, explica o repórter.
A lista de nomes aprovados inclui chocolate, chocolate em pó, chocolate ao leite, chocolate amargo e chocolate doce.De acordo com a lei, os rótulos dos produtos devem conter informações sobre a quantidade de cacau na composição.Haverá um período de até 360 dias para as empresas se adaptarem.
